FILMES DO ÚLTIMO MÊS

Os Substitutos

com Bruce Willis. O "Avatar" dele tem um cabelo esquisitíssimo ! Assustador pensar que em um futuro (médio prazo) o que é relatado no filme pode ocorrer. As pessoas ficam em casa e em seu lugar saem robôs. Você pode ser o que quiser, quem quiser. Confesso que tenho certo preconceito com esse tipo de filme, mas agradou. Faz pensar. Vale a reflexão.



Avatar


Show de tecnologia a serviço do cinema, um roteirinho mais ou menos, batido, previsível, infantil. Mas, em quase 3 horas de filme, consegue prender a atenção pela perfeição das imagens. Vele a pena conferir.






Alvin e os Esquilos 2


Lindinho como o primeiro, arranca boas risadas, inclusive dos adultos. As perfeitas reboladas das esquiletes são impagáveis. A fórmula talvez não funcione para uma terceira parte !





O amor pede passagem

É de uma simplicidade tocante. Amor puro e verdadeiro, simplicidade de sentimentos e gestos, nada de mirabolante. Lindo.








Sempre ao seu lado

Mensagem muito bonita, mas a história poderia ser contada em menos tempo.

Foi-se embora mais um ano, 12 meses, mais de 300 dias em que pagamos contas e procuramos lugar pra estacionar.

Um ano a mais de experiências vividas, um ano a menos de juventude.
Um ano a mais de filmes de que gostamos, trabalhos que nos frustraram e pessoas com quem convivemos menos do que gostaríamos.

Tempo consumido em chopes, estradas, telefonemas, suor, tevê e cama.
Você envelheceu ou cresceu este ano?

Envelhecemos sentados no sofá, envelhecemos ao viciar-nos na rotina, envelhecemos criando os filhos da mesma forma como fomos criados, sem levar em conta algumas novas necessidades, outras formas de ser feliz.

Envelhecemos passando creme anti-rugas no rosto antes de dormir, envelhecemos malhando numa academia, envelhecemos nos queixando da tarifa do condomínio e achando que todo mundo é estúpido, menos nós.

Envelhecemos porque envelhecer é mais fácil do que crescer.

Crescer requer esforço mental. Obriga a tomadas de consciência. Exige mudanças.

Crescer é a anti-repetição de idéias, é a predisposição para o deslumbramento, é assumir as responsabilidades por todos os nossos atos, os bem pensados e os insanos.

Crescer dá uma fisgada diária no peito, embrulha o estômago, tem efeitos colaterais. Machuca. Envelhecer não machuca.Envelhecer é manso, sereno.Envelhecer é uma apatia, um não-desempenho, um deixa pra lá, vamos ver o que acontece. O que acontece é que você fica mais velho e se considerando tão sábio quanto era anos atrás, anos que se passaram iguais, sabedoria que não se renovou.

Crescer custa, demora, esfola, mas compensa.

É uma vitória secreta, sem testemunhas.O adversário somos nós mesmos, e o prêmio é o tempo a nosso favor.


Feliz Ano Novo.


(Martha Medeiros)

Adorável intimidade

Não tem hora para desejar boas coisas às pessoas, nem para mandar um beijo, mesmo não as conhecendo
NÃO SEI como é em outras cidades, mas no Rio você não precisa conhecer uma pessoa para ser tratada como se fosse amiga de infância.Se telefonar para uma empresa qualquer -seja para encomendar um toldo, pedir uma pizza ou saber do preço de um remédio-, quem atende ao telefone te trata imediatamente com um carinho que você talvez nunca tenha recebido dos mais próximos, sangue do seu sangue."Sim, minha linda", "Claro, meu amor", "Já já, paixão". Não é maravilhoso que pessoas que nunca te viram sejam tão afetuosas e pareçam te amar tanto? É por essa razão -também- que os estrangeiros se apaixonam por esta maravilhosa cidade.É bem verdade que essas adoráveis intimidades acontecem, mais frequentemente, pelo telefone; outro dia, uma amiga estava em minha casa e pediu o telefone do meu estofador. Aí ligou para ele -que nunca havia visto- e, quando se despediu, disse "um beijo", que tal?Fico imaginando se alguma secretária na França, país tão protocolar, falaria ao telefone com um cliente da empresa dizendo "Oui, mon trésor", ou "Non, mon amour". Se isso acontecesse, estaria arriscada a ser enviada para um asilo de loucos; nunca, mas nunca, ninguém ouviu isso na França. Aliás, acho que em nenhum país do mundo, aliás em nenhuma cidade. E isso é bom ou ruim? Nem bom nem ruim, mas acho que mais para bom, pois sempre sorrio quando me acontece, o que é sempre uma coisa boa.Já que estou falando sobre o Rio, cidade que eu adoro (apesar de tudo), vou contar como foi minha manhã hoje, e não vale ficar com inveja; aliás, até vale, mas só um pouquinho. Às 7h saí e fui para a praia, a três quarteirões de minha casa. Estava um sol radioso, a praia quase vazia, e comecei dando uma caminhada na calçada, em homenagem à minha saúde. Voltei pela areia, molhando os pés na água. Sinceramente, tem alguma coisa melhor? Já de volta -não se pode tomar sol a partir das 8h30-, parei num quiosque, sentei numa cadeira e tomei uma água de coco, pela qual paguei R$ 2,50. Teria adorado comer a polpa, mas como ouvi dizer que engorda loucamente, me privei desse prazer.Voltei passando pela feira, onde prestei uma atenção especial às barracas de peixes, de frutas, de legumes, tudo mais lindo do que qualquer quadro do mais famoso dos pintores. E o tratamento que recebi? Nem uma rainha foi, jamais, tratada melhor.Os donos das barracas, ao oferecer seus produtos, foram tão calorosos que, se eu me distraísse, seria capaz de levar as beringelas lindas mas insossas, as abobrinhas que não têm gosto de nada ou a metade de uma jaca; você já reparou em como é divertida a natureza? E fala sério: do que você mais gosta na vida? De comer caviar servido por um garçom antipático, ou uma sardinha na brasa sendo chamada de "paixão"? Sendo bem tratada, eu quero comer sardinhas até o fim da vida.Todos os dias minha empregada, quando vai embora, se despede dizendo "um beijo". Eu também digo "um beijo", e adoro. Adoro viver assim.E adoro tanto, que vou terminar essa crônica mandando um beijo pra você, leitor, meu tesouro, e aproveito para desejar um feliz Natal, e um maravilhoso 2010. Ah, ainda não está na hora? Mas não tem hora para desejar boas coisas às pessoas, nem para mandar um beijo, ou beijinho, mesmo não as conhecendo.Assim, a vida fica melhor.

Danuza Leão

MENTIROSA LIBERDADE


"Liberdade não vem de correr atrás de 'deveres' impostos de fora, mas de construir a nossa existência"


Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres.
Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do "ter de". Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada, falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.

Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu? Em fileira ao longo das paredes temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos. Sobretudo, sempre jovens. Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade, mas no atual endeusamento da juventude, como se só jovens merecessem amor, vitórias e sucesso, carregamos mais um ônus pesadíssimo e cruel: temos de enganar o tempo, temos de aparentar 15 anos se temos 30, 40 anos se temos 60, e 50 se temos 80 anos de idade. A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre: talvez nela sejamos mais bonitos, quem sabe mais cheios de planos e possibilidades, mas sabemos discernir as coisas que divisamos, podemos optar com a mínima segurança, conseguimos olhar, analisar e curtir – ou nos falta o que vem depois: maturidade?
Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? Já transou? Nunca transou? Treze anos e ainda não ficou? E ainda não bebeu? Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda aguenta os chatos dos pais? Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam. Sai dessa! Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?
Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa louca correnteza. Ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um bom aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de "deveres" impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.


Lya Luft é escritora

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.E que posso evitar que ela vá a falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma . É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um 'não'. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
(Augusto Cury)
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
(Fernando Pessoa)

Para quem AMA Nova York (como eu) !

Clique no link abaixo da foto e veja a árvore de Natal do Rockfeller Center ao vivo ! http://www.nbcnewyork.com/station/community/Watch-Live-The-Rockefeller-Center-Christmas-Tree-69983477.html



Você sabe o que é um "cozy" ???...

Fofas, aprendam o que é e as diversas formas de usar. Aprendi no blog da minha querida Camila Coutinho, fica a dica...
http://www.dkny.com/womens/cozy_video.html